Tem mesmo?
Imaginemos um mundo de amor morto... Sem relações calorosas e aconchegantes. Um mundo do supérfluo. O fluxo do hegemônico desumanizante, ante a uma desapaixonante vida. Talvez luxuriosa para uns pouquitos...
Não. Prefiro sonhar que não existe planeta sem amor. Opto por crer que há amores que não precisam morrer para germinar. Não podemos valorizar e querer alguém apenas sob a ameaça da perda ou quando do advento dela.
Noutra seara, confesso. Gosto até dos mesus tortos dedos e da minha lesa leseira. Nem em sonho preciso perdê-los para amá-los.
Tá, foi um exemplo narciso...
Pois imaginemos o amor de amigos... Creio não ser preciso a distância para perceber o quanto eles nos são necessários. Lógico, a tal da distância é um tempero que acalma os temperamentos, deixa-nos meio mentos. Mas ela é dispensável se comparada ao gostoso abraço que se tem muitos dias.
Sobre amor fraterno e materno. Melhor não falar. O meu achismo/sentido maternal foi de encontro a regra que quero (des)mentir. Não lembrava a última vez que tinha minha mãe-amiga.
Já o fraterno... Esse parece nunca ter chegado. Pena. Às vezes me esforcei. Somente às vezes. Mas a distância aqui se torna um abismo intransponível e inslúvel. Sem determinismo, mas com realismo.
Mas o amor da gente é mesmo como um grão, tem que fazer a sementeira germinar.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
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