domingo, 13 de fevereiro de 2011

As I said:

I see green fairy tales...

Quem disse que milagres não existem? Não sei. Mas também não me sei se diria o contrário... Qualquer que sejam os ditos, certa-mente susssurraria com dentes à mostra: eu acredito em historietas de fadas ver-de.

Confesso. Todos os dias exponho uma camisa diferente a esse nosso céu, momentaneamente londrino. E foi assim que, mais uma vez, quedei-me estarrecido: a estonteante fadinha verde desfilava com seus passitos, hoje muito fugazes.

Maravilhosa-mente linda! Única. Verde. E borboletazinha. De verdade: muito inha e muito ela, por isso tão bela.

Não contive os pulos de alegria. Como pode alguém achar que sou azarado? Não me sabem as sortes e as belas vistas de meu orgulhoso autismo. Por um instante até pensei: se alguém me vir vai achar que sou louco... Ou então que vejo fadinhas verde na minha janela... Que importa! É das vantagens de ser bobo (Lispector). Ela é. E eu também, de algum modo, sou, sei.

Procurando.me.acostumar.à.rápida-modernidade: corri à máquina. Mas hoje a verde borboleta não estava para gastar mais de uns filetes de beleza (ou de milésimos) comigo. Foi única:


Dito: vi mais uma vez a fadinha verde. Se a verei nova-mente? Se conseguirei me conectar à modernidade de novo?

P.S.: Continuando a novela verídica...

Não, não bateram mais uma vez à minha porta perguntando se sou um tarado... Dessa vez não desconfiaram do meu caráter enfant ou lúdico. Antes tivessem...

Na verdade, antes de antes, ainda à noite: maxucaram a esquelética, minha bike, coitada.

(Conesso ainda: pensei numa represália a mim por ter a audácia de sair foto-grafando por aí fadinhas verdes... Pretensioso! Quem eu penso que sou? Alguém haveria de pagar a lesividade de máquinas e janelas que definitivamente não combinam!!!! Podem acabar em blogs , orkut ou pior...)

A esquelética não tinha incomodado ninguém. E nem dela desconfiaram o caráter, certamente. Ela não tem câmera! Sairia eu a defesa de seu caráter. Sim, porque certamente um caráter é avaliado pelas fotos que a pessoa tira (ontem vi na vida de condômino da baixa burguesia). E a esquelética simples-mente: nada tira. Mas pagou. E como pagou... Estava derrubada, recostada apenas pela corrente que a imponho, mal-tratada com sua corrente seca e desgrenhada de sua coroa, antes de elegante rainha...

Que teria feito a pobre esquelética? Não sei. Mas sinto incondicional confiança no seu caráter (nego o aprendizado de adolescente-de-não-se-colocar-a-mão-no-fogo-por-ninguém). Mesmo que ela não se abra tanto com palavras, ela é muito companheira! Percebo. É algo sen-tido. Ela é também por demais fiel e resignada. Nunca ousou me reclamar nem da falta de óleo, nem do par de raios vagabundos que lhe dei como novos...

Reflito agora: vou passar a trazê-la para o meu abrigo (uma forma de mostrar meu algum cuidado a companheira).

P.S.2: Agorita, ao olhar, de forma moderna, percebi a diferença nas asas... Mas me prefiro crer que, hoje, a mesma fadinha de ontem estava um pouco mais sabida e ama-durecida, por isso mais limpa... Já disse que sou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário