segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sem ill ou senil?

Teve um dia exato. Um momento exato. Uma conversa específica. E um cutucão certeiro. Foi ao terminar Crime e castigo (Dostoievski), numa tarde de domingo deste ano. Foi ao conversar com uma grande amiga. Foi a fala que me desafiou: "Thiago, posso ser sincera? Pode, claro. Essa tua história de baixa auto-estima é mó mentira". =O Mas quando eu era criança... e na minha adolescência... e no início da minha juventude... Quedei-me pasmo: tudo realmente havia passado. A infância, a adolescência e a representação pesada da minha estima baixa. Já me criava como obra de arte. Já percebia que a educação e os bons modos podiam me afastar - foi o que me segredara Simone de Beauvoir em Os mandarins. E já me dissera Foucault que a disciplina é uma arma e que eu não devo me preocupar em ser eu mesmo/autor. Então, o que me resta se não criar minha obra de arte? E que tal aprender a viver sem ter esse corpo representacional que pesava sobre mim? Viver? Produzir-me? Mudar-me? Mudar o mundo? Enfim, há ainda toda uma longa juventude a ser vivida de não-formas outras. - Já gostei, já gostei!!! #D

Nenhum comentário:

Postar um comentário