Se vem do latim (hypocrisis) e do grego (hupokrisis) it doesn`t matter!
A atuação ainda persiste, seja a antiga de performances, seja a atual dissimulação.
E foi assim que me descobri aquele atrás do doce.
Que doce?
O que você escolher e o que eu quiser.
Dificulta-ando.
Ah, sutilezas que nos traz o mundo burguês... E a melancolia do muitos pensares... Mas não já sabia eu? Digo que não. E me orgulho, como hipórita que sou.
De onde vem esse orgulho pela defesa da diversidade, mas com o contraditório desprezo pela diferença medíocre. Ah, como me detesto o senso comum. O comum é lindo, singelo, lírico. Algum senso é bom, importante, diria. Porém, os dois juntos me parecem tão insuportáveis!
E, se deveras democrático, um hipócrita, portanto. Como defender algo se se despreza parte de suas possibilidades beeeem tangíveis? (Digo, beeeem, por crer na impossibilidade de todos se esforçarem apenas por terem possibilidades num outro mundo, numa outra lógica. Esforço coletivo, sim, das maiorias. Uma outra forma de pensamento, sem dúvida. Contradições que nem posso imaginar. E nada mais seriam do que conjecturas no escuro. Entretanto, de forma alguma seriam unânimes as grandezas de espírito. E viva a democracia!? Que bom que não sejam unânimes? Mentira, grande farsa!!!! Algumas verdades não tão centrais carregaria. Continuaria a desprezar, e talvez com mais veemência, o senso comum.) Então, seria proibida a mediocridade (como eu acho que já deveria ser hoje)? Alguns diriam (e seria logo logo, ainda no princípio dos debates), mas e o direito de ser medíocre? E eu os olharias com um ar de superioridade, pedante, talvez - e olhe que tenho pavor de me tornar uma pessoa pedante. (Não falaria nada tão autoritário, por realmente acreditar em Paulo Freire. Pela preocupação com o Diálogo. Por vaidade de não me ver ditador. Ao menos, alguns teriam poblematizado a partir de seus saberes. Hipócrita de araque!!! Desprezaria com incomensurável asco. E o disfarçaria por mil motivos. Direito à mediocridade? Faria-me vomitar.)
Não há mesmo uma contradição? Será? não falo do matar ou destruir pessoas, natureza, tradições, tecnologias etc. que, certamente, seriam debates interessantíssimos e riquíssimo, diria que as pessoas conservadoras têm sua importância nesses debates, de coração, e freirianamente sincero - a minha "paciência-histórica", entretanto, parece só chegar até aí. Enriquecem o debate os conservadores, apesar de saber que atacaria arduamente o reacionarismo. Porém, quanto à pequenez do ser... Eu seria um tremendo hipócrita, tentando dialogar... Se seria possível em meio a tantas caretas minhas in-voluntárias...
É a tentativa da não contradição? Por certo.
Mas sem a certeza ( a não ser que seja a leitosa que cega, do Saramago, para que reflitamos, sem sermos o óbvio reflexo), já que assim nos fazem ver os admirados pedagogos e os novos filósofos. Sempre nos fazendo pensar.
E já estou eu a me disssimular. Fascínora! Isso sim. Uma su-posta preocupação/precisão de linguagem para não ser contraditório. Um quase relativismo encontro. Claro que quase. Relativismo é da pós-modernidade, e dela só quero me apropriar do que me faz pensar. Hipocrisia? Dá é que ninguém me entende. Acho, ou eu não me sei ser compreendido. Incompetente! Lobo, pode até ser da Estepe, mas da sul americana. Não, não da brasileira. Sim, aquela nordestia. Ca-atinga.
sábado, 15 de janeiro de 2011
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