Há alguns dias me angustia a quebra de vínculos (e lá se vem insônia, mais leseira e acúmulo de coisas para estudar)...
É, é verdade, tenho 25 e ainda não aprendi a me despedir... Se pelo menos tivesse aprendido a fórmula de evitar a saída de pessoas na minha vida, estaria tudo tranquilo... Ah, aí sim seria feliz, pois tudo que a gente quer também ficaria. Mas esse é o mundo platônico.
Mas sobre ficar? Permanecer mesmo... Parece que só ficam as lembranças e os encontro casuais, até as lágrimas de agora se vão... É, amig@s, a todo instante, as pessoas passam, crescem e se vão para o mundo....
Sei das minhas pieguices, mas como falar agora sem o sê-lo?
Sabemos desses clichês: "é-tudo-tão-rápido". Mais isso me pareceu agora tão real. Foi tudo muito rápido! Aquele discurso antigo que achava eu "coisa de velho", eu o repito de forma insistente por não saber dizer de outra forma. Nem mal conhecemos o mundo e nos largamos nele às aventuras de viver e correr.
Ah, se não fosse essa minha (in)capacidade de sentir! Mas sinto. E sinto e muito! São de todas as ordens dos sentidos, a me tremer, a embargar a voz gaguejada, aos olhos marejados, a impossibilidade de dizer algo que toque como @s outr@s me tocaram...
(E as lágrimas agora me saem ainda com lag... Esse lag é do meu ser... Esse de tempos mais calmos e lentos, mesmo no mundo corrido... E esse sou eu. Um de-vagar no mundo, que corre cada vez mais veloz. Se isso servir a alguém, digo: os que têm lag e leseira crônica também "chegam lá". E esse chegar é tão diverso, tão plural. Pode ser em tantos lugares, amizades ou amores).
E todos aqueles signos prometidos de dizer exprimir um significar daqueles que me significaram? Acabam que não são ditos. Guardo-os... Não que queira guardá-los... Pelo contrário, queria liberá-los, deixá-los correr como desenhos animados pretensamente auto-explicativos, em direção a todos que hoje amo. Por isso racionalizei-os o mais possível. Mas racionalizar/comunicar o sentimento? Ah que impossibilidade démodé, da Grécia Antiga, dita já pelo sofista ateniense Gorgias... Mas sempre tão atual para mim...
Acontece, na verdade, é que a vontade de chorar desconcentra-me essa minha ilusão racional da pós-modernidade.... (não quero parecer intelectual, pois não o sou, apenas tento me pensar, questionando o meu entorno gigante, com meus pobres e insuficientes óculos...)
Queria era ser grande. Sim, grande. Porque acho que assim falaria muitas línguas: as dos pequenos, a dos grandes e a dos médios... Sei que nunca serei grande. Mas enquanto tentar me aumentar com os outros, já me sinto menos um ser humano que só utiliza menos de 10% do cérebro. Acho que é da humana arte do tentar à moda brasileira.
E perceber que alguns pequenos, antes-pequenos e muitos médios já fazem esse exercício de mil linguagens com tanta clareza... Esses sim merecem ser ovacionados, dou-me uns aplausos e uns abraços.
Nada disse sobre os grandes sentires que essa equipe de professores e estudantes me desperta. Mas eu sinto! E de forma extremamente sinestésica (muito junta e absurdamente concatenada, não tenho como equalizá-la, esquematizá-lo ou mapeá-la).
Queria dizer o diferente... Algo que nunca dizem ou que nunca foi dito. Mostrar-me choroso e com insônia (é comum demais). Mas sou um comum, e só me choro por dentro e procuro esconder alguns choros por fora.
E o que era que eu tinha para dizer? Algo sobre o comum mesmo, os sentidos, os aprendizados, o cotidiano que me encanta em cada um, a felicidade e, de certa forma, a gratidão, por me permitirem acessar alguns de alguns de vocês.
Mas foi como um dito em tom de brincadeira: amor. É amor mesmo. Desses que se cultiva com a solidariedade e o respeito mútuo, desses que têm nomes. Muitos nomes, na verdade. E com medo de magoar o não-dizer de algum, não me digo sequer um. Mas sintam-se ditos todos de vocês, pois para mim vocês estão na casa dos milhares. Só podem ser milhares! Certamente. Se assim não fossem, por que tantas batidas neste peito desafinado?
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