sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aos amigos

Sol e Mar,
Mais um pouco e, desafinado, cantarei vocês.
Compartilharei o vento e
correi com patins.

À Lua,
espreitarei com todo meu fulgor da tardia puberdade
que não pode se furtar à beleza.
Mas me esconderei furtivo, tímido e vermelho...
É um medo de lembranças e de futuros.
O medo do real.

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