sábado, 17 de abril de 2010

gradeado vapor aquoso


Pois que tudo começou com uma nova experiência. Fotografar ao andar de bike.

Confesso que, depois do assalto luta livre, sozinho, só me atrevo a usar à rua a câmera do celular mesmo, e olhe lá...



Registrei catedral, cachorros em jogging, chananas, céus, mares e nuvens, sem me atrever a parar por mais de 30 segundos para buscar um troncho foco meu. Se já não sou profissional, essas não são as minhas melhores. Ainda assim, só pensarei em publicá-las depois de ter-me mudado. É porque em Pasárgada tem tudo, inclusive o cabo USB de nokia. ;]


O certo é que o que me leva a escrever é o caso na central de comércio de Fortaleza. Lá é realmente o meu lugar!


À Visconde do Rio Branco, esbarrei-me minha bicicleta e ouvidos a um chorinho. Absolutamente, lindo, simpaticíssimo e de velhinhos. Avancei metro e meio para frenar. Retrocedi à marcha ré. Observei à esquerda a tipografia popular que trazia como mensagem surpreendente: Alfaiate Eliseu.


Os velhinhos estavam dentro da alfaiataria, separada do mundo, pelo que lembro, por uma grade estilo art nuvouir. Não me contive só em querdar os ouvido lá. Tive que me perguntar ao Sr. Antônio (que talvez estivesse prontinho da cachaça) sobre a cena. Ele me segredou baixinho, como se não quisesse atrapalhar o chorinho dos velhinhos: "meu filho eles sempre tocam aqui aos sábados à tarde. E eu venho ouvir." E me disse ainda que eles tocavam só por tocar. Ententendi que para se divertir, apreciar-se, desfrutar a arte e encantar-se.


Apaixonei-me logo e muito certo.

Mas eu estava atrasado para seguir o plano da noite no Palco Giratório.



Por sinal. Não se atrevam a perder a cultura sertaneja, brotada à Guimarães Rosa, maculelê, orixalidade, ciranda, cânticos, corporeidade e sentidos! Muuuito boa, puta merda! Muito mesmo. Gamei-me legal.


À saída, mais alegria. Lógico que a noite não me teria acabado assim sem mais, nem menos. Caiu um toró fdp (ou um choro celestial - para me prender ao não-tema me proposto)! E eu me transportando by bike (hihihi).


Pois que fazer o avião na bicicleta, cantar the beatl
es e pedalar sem óculos não nos foi suficiente. Fizemos danças sincronizadas de mãos dadas na inundada Dom Manoel às 22h. Adrenalina que parou porque a água começou a vir de com força do meu pneu da frente.

E beber lama me pareceu exageradamente extra(vagante) #P



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