Sexta vi das cenas citadinas mais lindas que minha curta memória de beleza consegue lembrar: um telhado de folhas e galhos com frestas das quais se via o encandeado sorrir da lua. No Passeio Público, ao som de mpb, Manoel Bandeira, F. Pessoa, chorões, Valdo Aderaldo e uma ruma mais de fortalezenses.
E o grande dia chegou. Sábado. Meu "imbigo" foi transportado do Benfica para o Centro da cidade (o histórico e comercial). Achava que me perderia o chão. "Mentiraaa" (escolha entre Manu Chao - La mentira, ou Chico Buarque - Samba de um grande amor). Leda leseira. Ganhei muito mais chão! Aqui a paz parece reinar... É de um silêncio que às vezes é rasgado por pessoas que querem conversar ou por pedidos simples de amigos-familiares. Eu durmo, leio, converso e trabalho - ou mesmo enrolo trabalho, hihihi...
O dia 3 já me parece muito mais familiar do que podia me imaginar, mas ainda estou a aprender a linguagem dos esquilos de aqui. Seus corpos ainda me precisam (re)conhecimento.
Nesse vasto mundo, cheio de chão, só me ganho bons e novos amigos, que às vezes já me conhecia, seja direta ou indiretamente. E me (man)tenho a velharada que faz parte de mim, que são pedaços de mim, que, sem eles, seria um eu todo arrancado de mim. "Uma cópia falsificada de mim mesmo." E são tantos novos e velhos que chega a empolgar =]
Ontem me descobri um "chananário" à Av. Santos Dumont =D
São lindas as flores exposta ao fio do meio. É a beleza desnuda em céu aberto, antes escondidas pela pressa, carros, ônibus ou sol nas ventas.
Diz-se muito sem dizer da liberdade e das simplicidades...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário